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DELAÇÃO PREMIADA OUTRA VEZ DARÁ CERTO?

Quem presta atenção sabe que esse tipo de mecanismo obriga o delator, para não ser preso, a confessar o que os membros da Justiça querem. Até aqui somos graduados. Discutimos isso por mais de dois anos, quando Lula esteve preso e até antes. Agora estamos revivendo o tema com outros personagens.   

Agora, pelo que se saiba, não entrou dinheiro na jogada. Não houve dinheiro de rachadinha, liberação de recursos, emendas e auxílio de coordenador do esquema financeiro. O publicitário “carequinha de Minas” era o personagem central. E aí dá para agregar outros procedimentos interessantes: dinheiro dentro de parede, dinheiro em bolsa com mais de 500 mil, onde o carregador saiu disparando do aeroporto. E por aí vai.   

Agora está em jogo a possível montagem de um “golpe de Estado”. Tudo isso fundamentado na delação premiada de Mauro Cid, integrante da equipe de Bolsonaro. No outro processo, contra Lula, tudo caiu por terra por determinação do relator, ministro Fachin, que suspendeu o processo. Agora, há alguma diferença que deixa o leigo meio confuso: ora bolas, há alguma diferença.   

Primeiro, não abriram o processo para a população ter conhecimento. Ou seja, não tinham aberto o “sigilo”. Pois bem, agora abriram para poder divulgar a declaração de Mauro Cid, em delação premiada. Mas, até agora, foi a única que abriram. Está sendo chamada na “universidade da sete” de “rei Momo primeiro e único”. O que muitos querem, tirando de fora os adeptos de Lula e Bolsonaro, diretamente interessados no processo, é que o sigilo da Justiça seja exterminado para todos os que estão sendo julgados. Ou seja, me parece que é o que determina a lei, não?   

VALE A PENA LER A COLUNA DA DENISE Rothenburg de ontem, 19 de fevereiro. “Colo” parte das informações da jornalista. Leia:   

“Flávio, o candidato” 

Com Jair Bolsonaro denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), confirmando as apostas dos políticos ao longo das últimas semanas, o PL se divide. Uma ala, menos afeita ao bolsonarismo, quer que o partido isole os mais ferrenhos apoiadores do ex-presidente e passe a apostar em nomes mais alinhados ao centro. Bolsonaro e seus aliados mais próximos vão lutar para tentar anistiá-lo, mas, diante das dificuldades pela frente, preferem que o partido passe a incensar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Como o leitor da coluna já sabe, o ex-presidente quer, ainda que não seja candidato, a inscrição “Bolsonaro 22” nos santinhos de campanha de 2026.   

Essa será a guerra dentro do PL. A decisão dos generais, especialmente dos que comandavam regiões, e do comandante do Exército (general Freire Gomes), de se manterem no seu papel constitucional, foi determinante para que o golpe, mesmo tentado, mesmo posto em curso, não prosperasse. “Mas crime houve”, diz o relatório do procurador-geral da República, Paulo Gonet.   

Opinião da coluna – Os leitores estão percebendo no que vai dar o processo ou não? Vai ser julgado após a próxima eleição, seguindo o ritmo da anterior, cujo objetivo era não deixar Lula ser candidato. Agora, pelo andar da carroça, a direção parece estar sendo a mesma. Concordam ou não? Pelo menos, é o que eu penso. Certo?

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