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Violência on-line é tema de seminário do Ministério Público

Divulgação MP imagem ilustrativa - fireção ilustrativa - Prevenir radicalização de crianças e adolescentes foi pauta
Na abertura do seminário promovido pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), na segunda-feira, 31 de março, em Porto Alegre, o procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, destacou os resultados do Projeto Sinais, criado pela instituição para ajudar a sociedade a prevenir a radicalização de crianças e adolescentes. Do ano passado até agora, o projeto acompanhou 178 casos de adolescentes radicalizados ou em risco, e 61 deles continuam sendo monitorados.
“O número é alto e mostra a importância de a sociedade se informar para agir com rapidez e evitar episódios de violência extrema. Por isso, estamos aqui, para falar sobre as raízes desse tipo de violência, sobre o nosso papel institucional e sobre o papel de cada um de nós, cidadãos e cidadãs, pais e mães de família. O que é que nós estamos fazendo? O que é que nós podemos fazer?”, disse.
O procurador de Justiça Fábio Costa Pereira, coordenador do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema e do Projeto Sinais, destacou que a série Adolescência, da Netflix, mostrou algo muito preocupante: “A nossa incapacidade de compreender esse mundo que se descortinou com as redes sociais. A série aborda, por exemplo, o bullying e o movimento incel, que propaga ódio contra mulheres, e como essas comunidades online são perigosas para adolescentes em formação. E, em praticamente todos os casos monitorados pelo MPRS, alguns fatores se repetem, entre eles o fato de que os pais não sabem o que os filhos consomem no mundo digital e que os adolescentes são vítimas de bullying".
Para o promotor Marcio Abreu Ferreira da Cunha, que também integra o Núcleo de Prevenção à Violência Extrema, “a nossa mentalidade para enxergar esse problema tem que ser completamente modificada, porque muita gente acha que isso só ocorre em grandes centros, mas a gente já monitorou casos em cidadezinhas de quatro mil habitantes. O radicalismo não tem fronteiras".
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