A noite de segunda-feira, 9, é daquelas que o torcedor do Guarany quer esquecer. Jogando pela segunda rodada do quadrangular da morte, o alvirrubro foi até a cidade de Santa Cruz do Sul para enfrentar o Avenida. A partida era importante para as pretensões alvirrubras de fugir do rebaixamento. A assessoria de imprensa do clube, ao passar a escalação, colocou Welder como titular, mas momentos antes do início da partida o atacante alegou que sofreu uma lesão no aquecimento e ficou no banco de reservas, e no seu lugar entrou Lucão.
Assim que a bola rolou, o Avenida foi para o ataque. Com um minuto de jogo, Wesley recebeu a bola dentro da área – os zagueiros ficaram olhando -, dominou e chutou para o fundo das redes, abrindo o marcador para o Avenida.
O time, que mais uma vez foi treinado por Anderson Paim, saiu atrás do marcador e buscava pelo menos o empate. O time até tentava ir para o ataque, mas, como vem acontecendo em todo o campeonato, alguns jogadores apenas entraram em campo e não contribuíram em nada. Um deles é Tony Junior, que parece não saber jogar em grupo, pois toda vez que pegava a bola queria resolver sozinho e não passava para os companheiros.
No meio-campo o time parecia perdido, errava passes e, lá atrás, o goleiro Jonathan, como sempre, vinha salvando o Guarany de ser goleado.
Atrás no placar, o Guarany tentava chegar ao ataque, mas, como Lucão nem tocou na bola, o time da Rainha da Fronteira não tinha jogadas ofensivas e, quando havia alguma falta perto da área, a bola era cruzada, mas não levava perigo ao gol defendido por Rodrigo.
Os poucos torcedores alvirrubros que foram a Santa Cruz até comemoraram quando, aos 37 minutos, o meio-campista Marquinhos dominou e chutou, empatando a partida. Após marcar, Marquinhos foi comemorar junto aos torcedores e o árbitro da partida deu cartão amarelo para o atleta alvirrubro.
Mas as coisas que já estavam ruins ficaram piores: aos 37 minutos, Marquinhos dividiu a bola com o adversário e o árbitro Janvie Baroni deu o segundo cartão amarelo e depois mostrou o cartão vermelho para Marquinhos, expulsando-o, e o Guarany ficou com 10 jogadores.
Já nos acréscimos do primeiro tempo, um lance bizarro: o jogador do Guarany Allan Christian derrubou Wesley na área e o árbitro deu pênalti. O atacante Wellisson cobrou e ampliou o placar para o Avenida.
Segundo tempo
Na volta para o segundo tempo, Paim colocou Adailson no lugar de Lucão, mas o time continuava jogando mal, principalmente a dupla de zaga formada por Bruno Cardoso e Alberte. No meio-campo, os jogadores nada faziam para tentar buscar o empate. O treinador alvirrubro pedia para que o time fosse para o ataque e o Avenida, bem fechado defensivamente, saía em contra-ataques que levavam perigo, fazendo com que o goleiro Jonathan realizasse defesas importantes, evitando um placar mais dilatado por parte do time da casa.
No Guarany ainda entraram Jean Carlo no lugar de Vitor, Raphinha no lugar de Tony Junior, Paulinho no lugar de Allan Christian e Marcão no lugar de Jean Martim.
Já no final da partida, o atleta Jean Carlo, do Guarany, agrediu o adversário e levou cartão vermelho, e aí começou um bate-boca entre os jogadores. Welder, que tinha alegado lesão e não jogou, entrou em campo para discutir com o árbitro e, mesmo estando no banco de reservas, também foi expulso.
Agora o novo treinador Gelson Conte terá muito o que arrumar no time do Guarany já para a próxima partida, que será no Antônio Magalhães Rossell contra o Inter-SM, onde só a vitória interessa ao Guarany.
Fora de campo, o departamento jurídico conseguiu um efeito suspensivo, mantendo a partida em casa com a presença do torcedor. Essa decisão ocorreu após o Tribunal de Justiça Desportiva punir o Guarany com a perda de um mando de campo por incidentes na partida diante do Grêmio.