por Luciano Madeira

 

Todo ser humano tem a sua crença: alguns são evangélicos, católicos, umbandistas, protestantes e até mesmo ateus, mas quando as coisas não andam usa-se muito o ditado popular “a bruxa tá solta” ou “preciso me benzer”. É isso que o Guarany precisa fazer, porque o início do ano não está sendo fácil para o alvirrubro, que enfrentou um problema com a iluminação do estádio, quando o transformador que fica dentro do Estádio Antônio Magalhães Rossell queimou. Isso na partida contra o Grêmio, sendo necessário o uso de um gerador que tinha sido locado pelo clube, que, na quinta-feira, 5, também deu problema.

 

Dentro de campo, o time que até então era treinado por William Campos, durante a fase classificatória, conseguiu apenas uma vitória, ficando na lanterna do Grupo A, e isso fez com que o clube dispute o quadrangular da morte contra Monsoon, Avenida e Inter-SM – duas equipes serão rebaixadas para a segunda divisão. A direção demitiu William Campos e colocou Anderson Paim, o Som, que integra a comissão técnica permanente do clube, como treinador interino.

 

Primeiro tempo

Precisando vencer, o time do Guarany começou jogando bem contra o Monsoon, pois buscava o ataque principalmente pelas laterais, com Vitor Oliveira, que iniciou como titular, e com Talles, que voltou à sua posição de origem, e no lugar de David Som foi colocado Jean Carlos.

 

Já no ataque, Tony Junior era quem buscava as jogadas de ataque e muitas vezes até fominha, pois não passava a bola para os companheiros. Mas era ele que mais chutava a gol. Os chutes iam para fora ou o goleiro Pavan defendia, mas a principal chance de gol foi após um lançamento de Murilo para Talles, que chutou de primeira e a bola passou raspando o poste.

 

Após os 20 minutos, o Monsoon começou a ter mais posse de bola e jogava muito pelo lado direito com Medina, e foi justamente ele que cruzou a bola para dentro da área, e Fabinho, livre de marcação, cabeceou para fora.

 

O técnico Som pedia para que os jogadores tivessem calma, e Allan Christian, que iniciou a partida, deu outra mobilidade no meio-campo, e em uma bela jogada a bola foi para Tony Junior, que cruzou para dentro da área do Monsoon, e Marquinho, sozinho e sem marcação, chutou para fora, perdendo o gol, e o primeiro tempo terminou empatado.

 

Falta luz novamente

No final do primeiro tempo aconteceu o que ninguém esperava: uma nova queda de luz, o que deixou o estádio parcialmente às escuras e atingiu a sala do VAR, e o televisor que fica no fundo do campo ficou desligado.

 

Na volta da partida para o segundo tempo, o árbitro, Lucas Horn, juntamente com os membros da arbitragem, avisou aos capitães das equipes que iria esperar 30 minutos para que a energia fosse restabelecida. Depois, Lucas Horn esperou mais 30 minutos e, como a luz não voltou, suspendeu a partida. O fato foi avisado à Federação Gaúcha de Futebol, que remarcou a partida para sexta-feira, às 16h.

 

O presidente do Guarany disse que o problema foi no gerador que alimenta a iluminação, pediu desculpas ao torcedor e avisou que o segundo tempo da partida seria com os portões abertos.

 

Segundo tempo

O reinício da partida foi como terminou o primeiro tempo, com o Guarany buscando as ações do jogo, afinal eram apenas 45 minutos para conseguir a vitória e terminar a rodada na liderança do quadrangular.

 

O técnico Som colocou Marcão no lugar de Jean Martins, mas o time jogava de forma lenta e a bola não chegava ao ataque, porque Tony Junior estava muito marcado e Welder, jogando isolado, não tinha como concluir. Depois da metade do segundo tempo, o jogo ficou aberto, onde as duas equipes tiveram apenas uma chance clara de gol, com Camargo, que chutou à esquerda do goleiro Jonathan, e no último minuto de jogo Welder, dentro da área, chutou para fora.

 

Agora, o Guarany volta a campo na segunda-feira, 9, às 20h, no Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz, contra o Avenida, pela segunda rodada do quadrangular da morte.