Viajar com animais exige atenção ao bem-estar dos pets

Viajar ou se ausentar de casa exige planejamento extra quando há animais de estimação. A médica veterinária Juliana Flôres alerta que, independentemente do meio de transporte ou da decisão de levar ou não o pet, a segurança e o bem-estar devem ser prioridades para os tutores.

 

Em viagens de carro, a atenção deve estar voltada ao que determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). De acordo com a veterinária, transportar animais soltos dentro do veículo, na parte externa ou com o corpo para fora das janelas pode gerar infrações e representa risco tanto para o animal quanto para o condutor. A recomendação é o uso de cintos de segurança pet com peitoral ou caixas de transporte adequadas. Além disso, os animais nunca devem ser transportados no banco da frente.

 

Para viagens aéreas e de ônibus, as exigências variam conforme a empresa. No transporte aéreo, cada companhia define o tamanho específico da bolsa de transporte, que deve ser flexível. Já nos ônibus, é obrigatório o uso de caixas ou bolsas apropriadas. Em todos os casos, o tutor deve respeitar o espaço interno, garantindo que o animal consiga ficar em pé e dar uma volta completa dentro da caixa ou bolsa.

 

Juliana também destaca que o protocolo vacinal precisa estar em dia para qualquer tipo de transporte. No caso de viagens de ônibus ou avião, é exigido atestado sanitário emitido por médico veterinário. O documento é fornecido após consulta clínica, na qual o animal é avaliado para verificar se está apto a viajar e se há necessidade de alguma medicação para reduzir o estresse durante o deslocamento.

 

Outro ponto importante é a prevenção de fugas. O uso de peiteiras, a escolha de locais seguros e a identificação do animal com coleiras ou rastreadores são medidas fundamentais, especialmente em ambientes desconhecidos. Para os tutores que optam por não levar os pets, a orientação é nunca deixá-los sozinhos. O ideal é contar com alguém de confiança, como petsitters, que realizam visitas diárias para alimentação, limpeza e interação, ou ainda recorrer a creches especializadas.

 

Segundo a veterinária, deixar os animais totalmente sozinhos, mesmo com comedouros e bebedouros automáticos, não é recomendado. A água pode oxidar ou aquecer, a ração pode estragar ou ser insuficiente, além da necessidade de higiene do ambiente. No caso dos gatos, apesar da fama de independentes, a falta de limpeza adequada pode levá-los a evitar o uso da caixa de areia, resultando em problemas de saúde.

 

Planejamento e cuidado, reforça Juliana, são essenciais para garantir tranquilidade tanto aos tutores quanto aos animais.