Regimento de Polícia Montada passa a ser Batalhão da Brigada Militar

A Brigada Militar oficializou a mudança de nomenclatura de algumas unidades militares, entre elas a do 6º Regimento de Polícia Montada (6º RPMon), com sede em Bagé, que passa a ser denominado 46º Batalhão de Polícia Militar (46º BPM). A alteração está prevista na Lei Complementar nº 497/2025 e integra o processo de reestruturação organizacional da instituição.

A mudança também alcançou o Comando Regional de Policiamento Ostensivo da Fronteira Oeste (CRPO-FO), localizado em Santana do Livramento, ao qual a unidade está subordinada, que teve sua denominação atualizada para Comando Regional de Polícia Militar da Fronteira Oeste.

Em decorrência da alteração da nomenclatura da unidade, os anteriormente denominados Esquadrões de Polícia Montada passam a ser chamados de Companhias de Polícia Militar. A atualização das nomenclaturas visa à padronização das designações das unidades operacionais da Brigada Militar, com o objetivo de fortalecer a identidade institucional, ampliar o reconhecimento público e aprimorar a comunicação com a sociedade e demais órgãos públicos.

Na tarde dessa quarta-feira, 7, o Comandante Regional da Polícia Militar da Fronteira Oeste, coronel Kleiton Renan Rodrigues Sedrez, acompanhado do comandante da 1ª e 2ª Companhias da Polícia Militar, capitão Pedro Puhl, e do tenente Silvio de Medeiros Silva, explanou sobre a nova reestruturação da Brigada Militar.

Sedrez explicou que a nova estrutura foi sancionada pelo governador Eduardo Leite e que, em 2025, houve a avaliação dos regimentos da Brigada Militar. Na ocasião, existiam sete regimentos, sendo que alguns não utilizavam mais equinos, como ocorria em Bagé. Por esse motivo, foi realizada a reestruturação da cavalaria.

Atualmente, toda a cavalaria da Brigada Militar está ligada ao 4º Regimento de Polícia Montada, responsável pela administração dos equinos, inclusive os que permanecem em Santana do Livramento. A gestão deixou de ser feita pelo comando local do 2º Regimento e passou a ser de responsabilidade do comandante do 4º Regimento, em Porto Alegre, que também responde pelo treinamento dos policiais para o uso adequado do equipamento durante o policiamento montado.

Questionado sobre a necessidade de policiamento a cavalo em grandes aglomerações, como eventos esportivos e o Carnaval, o comandante regional explicou que a reestruturação busca justamente uma organização mais eficiente, permitindo maior atuação em todo o território do Rio Grande do Sul. Segundo ele, as ferramentas estão disponíveis e a ausência de equinos em Bagé não impede o uso desse tipo de policiamento, caso haja necessidade.