Outono sob El Niño terá temperaturas altas e chuva variável

O outono de 2026, que inicia neste 20 de março com o equinócio, será marcado pela transição do calor do verão para o frio do inverno e pelo retorno do fenômeno climático El Niño na faixa equatorial do Oceano Pacífico. Inicialmente, o Pacífico apresenta neutralidade, mas as análises da NOAA indicam aquecimento progressivo, com a expectativa de um El Niño clássico se formar do meio para o fim da estação, especialmente na região Pacífico Centro-Leste.

 

Atualmente, a região costeira do Peru e do Equador (Niño 1+2) apresenta temperaturas acima da média, caracterizando um El Niño Costeiro, tendência que deve se intensificar ao longo do outono. 

 

A previsão é que, em maio ou junho, a faixa equatorial do Pacífico aqueça suficientemente para o estabelecimento de um El Niño mais amplo, impactando significativamente o clima na América do Sul e em outras regiões.

 

Em termos de temperatura, de acordo com as informações da MetSul Meteorologia, o outono deve ter predomínio de dias mais quentes que a média, principalmente no Sul do Brasil. Episódios de frio ainda ocorrerão, mas serão pontuais e sem prolongamento significativo. 

 

Conforme a MetSul, a estação apresenta grande amplitude térmica diária, com diferenças de até 20ºC ou mais entre manhãs frias e tardes quentes, além de períodos de veranico, especialmente em maio, quando dias quentes podem alternar com noites frias.

 

Quanto à chuva, o outono traz mudança no regime pluviométrico: as precipitações passam a ser mais associadas à passagem de frentes frias e centros de baixa pressão, em contraste com o verão, quando predominam nuvens de calor e alta umidade. 

 

A primeira metade da estação deve ter chuva irregular, mas a tendência é de aumento na frequência e nos volumes, especialmente a partir de junho, com risco de eventos extremos, como enchentes e alagamentos.

 

Em resumo, o outono será marcado por dias quentes, episódios de frio pontuais, chuvas irregulares com aumento gradual da precipitação e impactos do El Niño, exigindo atenção a variações bruscas de temperatura e possíveis eventos climáticos extremos.