O Governo do Estado lançou o Desafio do Butiá 2026, convidando escolas gaúchas a produzirem vídeos sobre a importância do butiazeiro para a conservação ambiental. A iniciativa é promovida pelo Departamento de Biodiversidade da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), em parceria com a Rota dos Butiazais, com inscrições abertas entre os dias 9 e 13 de março. A proposta integra a programação da Semana da Biodiversidade nas Escolas.
O desafio busca unir tecnologia, criatividade e educação ambiental, incentivando estudantes a publicarem vídeos no formato reels, no Instagram, com até 90 segundos. Os conteúdos devem mostrar como o tema foi trabalhado em sala de aula ou em atividades externas, podendo incluir poesias, dramatizações, relatos pedagógicos, receitas com butiá e ações de preservação. Para validar a participação, é necessário marcar o perfil @rotadosbutiazais e utilizar a hashtag #DesafioButiá.
A secretária da Sema, Marjorie Kauffmann, destacou que a ação fortalece a conexão das novas gerações com o patrimônio natural do Rio Grande do Sul e amplia o debate sobre sustentabilidade. O Desafio do Butiá também está alinhado às diretrizes da Lei Federal 9.795/1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e às políticas públicas de conservação da biodiversidade no Estado.
A seleção dos finalistas ocorrerá em duas etapas: primeiro, uma comissão técnica avaliará critérios como qualidade audiovisual e aderência ao tema; depois, até dez vídeos irão para votação pública no perfil da Rota dos Butiazais. As três produções mais curtidas serão premiadas com uma visita educativa a espaços de conservação ambiental, como o Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, o Jardim Botânico de Porto Alegre ou o Parque Estadual de Itapuã.
Além de estimular o protagonismo estudantil, o projeto busca ampliar a visibilidade do Projeto Recuperação de Biomas, incentivar o uso pedagógico das redes sociais e valorizar os butiazais, ecossistemas essenciais do Pampa. Considerado espécie “guarda-chuva”, o butiazeiro sustenta diversas formas de vida e possui forte valor cultural para comunidades gaúchas, quilombolas e indígenas.