A atividade econômica brasileira cresceu 2,5% em 2025, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil. O resultado foi impulsionado principalmente pela agropecuária, que avançou 13,1%, além de altas de 1,5% na indústria e 2,1% nos serviços. Desconsiderando a agropecuária, o índice teve expansão de 1,8% no ano.
Apesar do desempenho anual positivo, em dezembro o IBC-Br recuou 0,2% na comparação com novembro, considerando os dados ajustados. Já em relação a dezembro de 2024, houve crescimento de 3,1%. No trimestre encerrado em dezembro, a alta foi de 0,4% frente ao trimestre anterior.
O indicador é utilizado como ferramenta para auxiliar o Comitê de Política Monetária (Copom) nas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano — maior nível desde 2006. A taxa é o principal instrumento para manter a inflação dentro da meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual.
Em janeiro, a inflação oficial ficou em 0,33%, influenciada pelo aumento nos preços da energia elétrica e da gasolina. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IPCA acumula alta de 4,44% em 2025, dentro do intervalo permitido. Diante da moderação da atividade e da inflação sob controle, o Copom manteve a Selic pela quinta reunião consecutiva, mas sinalizou que pode iniciar cortes a partir de março.
O IBC-Br é divulgado mensalmente e difere da metodologia do Produto Interno Bruto (PIB), indicador oficial da economia também calculado pelo IBGE. O resultado consolidado do PIB de 2025 será divulgado em 3 de março. Em 2024, o crescimento foi de 3,4%, marcando o quarto ano seguido de expansão econômica no país.