O governo do Rio Grande do Sul assinou contrato com a empresa Âmbar Sul Energia S.A. para implantação de uma planta industrial de hidrogênio verde em Candiota, na região da Campanha. O projeto integra o edital estadual de desenvolvimento da cadeia do hidrogênio verde e será abastecido por energia solar fotovoltaica, dentro da estratégia de descarbonização e transição energética do Estado.
A iniciativa busca reduzir emissões de gases de efeito estufa e fortalecer uma economia de baixo carbono, estimulando inovação tecnológica e desenvolvimento regional. Segundo o governador Eduardo Leite, a transição energética representa não apenas uma necessidade ambiental diante da crise climática, mas também uma oportunidade econômica para o Rio Grande do Sul.
O empreendimento receberá subvenção estadual de R$ 9,8 milhões, com contrapartida de R$ 4,2 milhões da empresa, e será acompanhado pelo Badesul. O hidrogênio verde substituirá o hidrogênio cinza no processo de resfriamento da Usina Termelétrica Candiota III, contribuindo para reduzir impactos ambientais e ampliar a sustentabilidade industrial.
A planta produzirá combustível limpo por meio de eletrólise com uso de energia solar e armazenamento em hidretos metálicos. A estimativa é evitar cerca de 49 mil quilos de CO₂ por ano, além de servir como projeto piloto com possibilidade de replicação em outros setores industriais e aplicações energéticas.
Com investimento total de R$ 100 milhões no programa estadual, quatro empresas foram selecionadas para projetos semelhantes, que juntos podem reduzir cerca de 4,7 mil toneladas de CO₂ anuais. A iniciativa, destacou a divulgação do Piratini, reforça a política pública de inovação ambiental e posiciona o Estado como referência nacional na transição energética sustentável.
Detalhes e manifestações
Denominado H₂V Candiota, o projeto tem como objetivo substituir o hidrogênio cinza por hidrogênio verde no processo de arrefecimento industrial da Usina Termelétrica Candiota III, com a implantação de uma planta industrial para a produção de hidrogênio verde a partir de energia solar fotovoltaica, com sistema de armazenamento em hidretos metálicos.
“O tempo em que o Estado andava a passos de tartaruga ou para trás como caranguejo passou, graças ao governo Eduardo Leite, que retomou a possibilidade de desenvolvimento do Estado. E nós em Candiota, com esse projeto da Âmbar, estamos fazendo a nossa parte para uma transição energética justa”, afirmou o prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador.
“Estamos muito alinhados às diretrizes do governo e bastante ansiosos para iniciar as próximas etapas. O prazo estimado de implantação é de cerca de 21 meses, considerando aquisição de equipamentos e todo o desenvolvimento do projeto. Além da aplicação no arrefecimento industrial, vamos desenvolver linhas de pesquisa para avaliar novos usos para o hidrogênio verde, ampliando as possibilidades e fortalecendo ainda mais a cadeia no Estado”, afirmou o gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Âmbar Sul Energia, Danilo Dantas.