Bageenses estão entre os homenageados no Troféu Visibilidade Trans

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul realizou, na noite de quinta-feira (29), a 3ª edição do Troféu Visibilidade Trans Marcelly Malta, que homenageou 44 ativistas trans de diferentes regiões. Bagé teve destaque com Alex Santana e Marcela Meirelles entre os premiados, reconhecidos pela atuação na promoção de direitos e no combate à transfobia.

 

A cerimônia reuniu mais de 200 pessoas no Teatro Túlio Piva, em Porto Alegre, e marcou o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A programação contou com apresentações artísticas e celebrou trajetórias que fortalecem a cultura de respeito à diversidade em todo o Rio Grande do Sul.

 

Segundo o subsecretário de Direitos Humanos da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), Miguel Medina, o troféu valoriza ações de pessoas trans de todas as regiões do Estado. Ele destacou que cada reconhecimento representa luta por visibilidade, inspiração e esperança para quem ainda enfrenta a invisibilização.

 

Marcella Meirelles, que é diretora da Casa de Cultura Pedro Wayne, destacou que a noite de homenagem “foi a prova de que tudo que vivi e fiz valeu a pena”. Ela ressaltou: “Estar viva já é uma grande conquista, mas poder contribuir ativamente para que nossas vivências sejam respeitadas e lutar por nossa dignidade me faz dormir sabendo que estou dando o meu melhor.

 

Alex Santana, estudante de Farmácia, de 20 anos, faz parte da Associação das Pessoas com Fibromialgia – FIBROBAGÉ e do Grupo Diversidade Sexual e Gênero, contribuindo para ações voltadas à inclusão, à diversidade e à promoção de direitos. Sobre a homenagem, enfatizou: “Visibilidade é resistência, é luta e é existência”. 

 

Vale destacar que os homenageados foram escolhidos por meio de enquete nas redes sociais, indicações de órgãos municipais da política LGBTQIAPN+ e de entidades da pauta trans. A entrega foi conduzida pelo Departamento de Diversidade e Inclusão da SJCDH, com apoio de organizações da sociedade civil e do poder público.

 

Nesta edição, o prêmio levou o nome de Marcelly Malta, ativista travesti histórica no RS e no Brasil. Ao agradecer a homenagem, Marcelly ressaltou a importância do reconhecimento em vida e a força simbólica de um evento de grande porte dedicado à valorização da população trans.