Como estava previsto e amplamente anunciado, a PGR enviou o processo contra Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal. Por que estava tudo previsto? Simples de analisar. O comando do processo sobre Bolsonaro está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, que é seu relator. Tudo o que tem acontecido não se constitui novidade. Como tenho afirmado: “este filme já passou em meu cinema com outros atores (todos políticos)”. Lembram de Fachin? Ministro relator do processo contra Lula? Ele também não retirou o segredo de justiça e não deu vistas aos advogados de Lula, embora os inúmeros pedidos que foram apresentados.
Agora, com Bolsonaro, está acontecendo praticamente a mesma coisa. Ou estava. Porque ontem o ministro Alexandre de Moraes retirou o sigilo das declarações de Mauro Cid, ex-assessor de Bolsonaro. Mas só dele. Não é engraçado, para não dizer outra coisa?
No Palácio do Planalto, Lula e seus ministros silenciam sobre a denúncia contra Bolsonaro. Presidente e ministros de Estado foram questionados pela imprensa antes da recepção ao primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, no segundo andar do Palácio do Planalto.
Abordado após evento, Lula evita comentar denúncia contra Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de Estado evitaram, nesta quarta-feira (19/2), perguntas sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas, sendo a maioria de militares. Pouco antes da recepção do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, no Palácio do Planalto, Lula foi questionado por jornalistas sobre a denúncia.
“Eu tenho que atender o primeiro-ministro”, respondeu, sendo breve, antes de seguir para o topo da rampa do palácio.
O que diz a investigação da PF, base do processo enviado ao Supremo? Leia: “Bolsonaro liderou organização criminosa para dar golpe de Estado”. Mas isso é aquecer matéria já publicada.
Outros ministros também estavam presentes, incluindo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e os ministros Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social), Ricardo Lewandowski (Justiça), Camilo Santana (Educação) e Margareth Menezes (Cultura).
Leia também: Defesa de Bolsonaro diz que denúncia da PGR é “precária” e incoerente”.
Questionados pela imprensa, os ministros também evitaram comentar. Eles participaram, na manhã de ontem, da 14ª Cimeira Luso-Brasileira, conduzida por Lula e Montenegro. A PGR denunciou ontem (18) Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado, incluindo o general Walter Braga Netto, o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno, o tenente-coronel Mauro Cid e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. O caso será julgado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e terá o ministro Alexandre de Moraes como relator. Para a PGR, Bolsonaro liderou a tentativa de golpe e sabia do plano para matar Lula, Alckmin e Moraes.
Bolsonaro nega participação na tentativa de golpe, e sua defesa classificou a denúncia como “precária, incoerente e ausente de fatos verídicos”.
VOLTEI – O TEMA VAI GERAR DEBATES ATÉ AS ELEIÇÕES
O que, cá entre nós, não constitui nenhuma novidade. Este filme convivemos com ele na última eleição para a presidência. Tem possibilidade de aparecer algo parecido com o jornalista Glenn que denunciou fatos importantes, o que fez com que Fachin terminasse e anulasse todo o processo contra Lula. Daqui, eu não descreio em nada.
Fico sentado acompanhando os acontecimentos.
PASSAMOS DURANTE A ÚLTIMA ELEIÇÃO PARA A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.
Passamos quando os personagens envolvidos eram o oposto de hoje. Aí vai dar para medir o círculo “do buraco da cambuia”. Tá!