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Entrevista

Chefe da Receita Federal avalia Operação Hórus

Foto: Luciano Madeira
Glaucio Nascimento Abreu falou sobre as ações da instituição

Na tarde de ontem, a reportagem conversou com o inspetor chefe da Receita Federal em Bagé, Glaucio Nascimento Abreu. Ele contou que, nos próximos dias, a Receita federal irá fazer a doação de uma caminhonete que foi apreendida dentro da Operação Hórus, que tem como base Aceguá. Esse veículo estava sendo usado para prática de contrabando e, agora, será doada para a Delegacia Especializada na Repressão de Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) de Bagé.

Abreu disse que a Receita Federal tem trabalhado há muito tempo no apoio aos órgãos de segurança - com atuação nos crimes de contrabando e descaminho. "A nossa inspetoria, com apoio da delegacia da Receita Federal de Pelotas, ajuda na Hórus, porque tem sido muito importante para nossa comunidade nesse combate ao crime", disse.

Segundo ele, combustíveis que são apreendidos são destinados para a Polícia Civil. Recentemente, foram entregues 2 837 litros de diesel e 2 381 litros de gasolina. "São produtos do crime voltando para atuar contra o crime", falou.

O inspetor comentou que a Receita Federal de Bagé tem uma equipe que atua no combate do contrabando e descaminho e em paralelo as delegacias de polícia têm recebido materiais de logística e informática.

Abreu enfatizou que o delegado regional de Polícia, Luís Eduardo Benites, tem sido parceiro. Além disso, contou que a Receita tem atuado em parceira com a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Os servidores também têm atuado com colegas de Santa Maria e Pelotas. O uso de um drone nas estradas é apontado como um dos maiores aliados no combate ao crime.

Ao ser questionado sobre qual o destino que se dá para tanta mercadoria apreendida, o inspetor respondeu que bebidas destiladas são doadas para a Unipampa, que transforma em álcool em gel e distribui nos hospitais, escolas, asilos e entidades. Em relação aos agrotóxicos, tem uma empresa terceirizada de Santa Catarina que recolhe esse produto, que depois é destruído. Os veículos apreendidos, depois de um processo, vão a leilão e alguns são doados para prefeituras e, quando tem caminhão, o Exército tem interesse. "Agora nós estamos trabalhando para fazer um convênio com a prefeitura de Bagé e a Unipampa para que, quando tivermos cargas de cigarro apreendido, esse cigarro em vez de ser incinerado ser transformado em adubo", informou.

Abreu contou que, recentemente, houve uma apreensão grande de mel na cidade de Rio Grande e que a Receita Federal conseguiu doar para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Para a prefeitura de Candiota foi feita doação de vários litros de azeite de oliva, que serão usados na merenda escolar.


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