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Sentença

Trio é condenado por assassinato e corrupção de menores

Foto: Luciano Madeira
Três foram para o banco dos réus no primeiro júri do ano

Bruno da Rosa Vieira Fagundes, 21 anos, Daniel Leandro Machado Mores, 22 anos, e Marco Antônio da Rosa Vieira Fagundes, de 24, foram julgados, ontem, pelo crime de homicídio e corrupção de menor.

Marco Antônio e Moraes foram condenados a 19 anos e oito meses de prisão. Bruno foi condenado a 18 anos e quatro meses. Todos em regime fechado. Os três já estavam presos. Esse foi o primeiro júri do ano, em Bagé.

O crime aconteceu na madrugada do dia 22 de dezembro de 2018, no Passo das Pedras: Mateus Lopes de Munhós, 24 anos, levou sete tiros - quatro no corpo e três atingiram a região da cabeça.

Também estava envolvido no crime um menor. No entanto, não foi dito que idade ele tem.

Daniel Leonardo Machado Moraes foi o primeiro a depor. Ele disse que, no dia do crime, não estava mais em Bagé porque é natural de Porto Alegre. Mas tinha vindo 15 dias antes para a cidade, porque estava devendo para uma facção criminosa e iria assaltar uma joalheria para pagar a dívida. "Não participei de nenhum homicídio. Eu fiquei 15 dias em Bagé e depois fui embora e deixei o de menor em Pelotas e acabei sendo preso em Porto Alegre pelo crime de roubo", contou.

Ao ser questionado pelo promotor se ele conhecia os outros dois réus, Moraes respondeu que os conheceu dentro da cadeia.

Bruno da Rosa Viera Fagundes negou ter participado do crime. Ele alegou que, naquela noite, estava participando de uma festa de formatura e, por volta das 2h, o seu irmão foi até o local da festa e lhe deu uma carona. Segundo ele, quando estavam indo para casa, o irmão que dirigia o carro deu carona para mais duas pessoas que ele não conhecia e, quando estavam na residência, horas depois, ouviram os tiros.

O promotor perguntou se sua casa era um ponto de venda de drogas, e ele respondeu que sim, mas que não se envolvia com a venda da droga. Quem fazia isso era sua mãe, que inclusive está presa.

Boca fechada

O terceiro e último réu, Marco Antônio da Rosa Vieira, disse que ia ficar calado e não responderia nenhuma pergunta (o réu tem o direito constitucional de permanecer calado durante o interrogatório).

O crime

Na denúncia da justiça contra Daniel Leandro Moraes consta que ele, acompanhado de um menor, e com apoio dos irmãos Fagundes, matou Mateus Munhós com sete disparos de arma de fogo. A vítima morreu no local.

Depois Moraes e o menor entraram no carro em que os comparsas estavam e fugiram. No processo ainda consta que a Polícia Civil e o setor de Inteligência da Brigada Militar já tinham um mandado de prisão preventiva contra Daniel Leandro pelo assalto em uma joalheria que ele havia cometido em Bagé.

Os policiais já tinham conhecimento que os irmãos Fagundes estavam em um carro branco . Os agentes foram até a casa, onde prenderam os dois em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Na casa foram aprendidos dinheiro, drogas, balança de precisão, um revólver e uma metralhadora.

Durante os depoimentos na delegacia, após serem presos por tráfico, os irmãos Fagundes confessaram que tinham dado carona para Daniel Leonardo e o menor do bairro Balança até o Passo das Pedras. Eles desceram do carro e mataram Munhós.


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