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Júri

Réu admite, durante julgamento, que tem que pagar pelo crime

Foto: Luciano Madeira
Barasuol, de máscara branca, ao lado do advogado

Vinícius de Oliveira Barasuol, 32 anos, e Maurício de Oliveira Nunes, 29, sentaram no banco dos réus ontem, em júri popular. Os dois são acusados de matar Moises da Silva, 26 anos, com cerca de 20 facadas. A vítima teve a mão direita decepada. O crime aconteceu no dia 29 de junho de 2018.

Minutos antes das 20h, Barasuol foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado. Por volta das 19h24min, Nunes foi absolvido.

Na parte da manhã, foram ouvidas testemunhas.

Os réus se pronunciaram à tarde. Barasuol foi o primeiro a falar. Ele confessou o crime e admitiu que matou Silva com golpes de faca. Interrogado pela juíza Naira Melkis Pereira Caminha, ele contou que passou a noite inteira acompanhado de Nunes, bebendo e consumindo drogas. E, como havia terminado a droga, os dois foram até a casa da vítima para conseguir mais. Como não tinha dinheiro para pagar, pediu para empenhar uma adaga. A magistrada perguntou quanto valia o artefato e ele respondeu que R$ 100 e relatou que a dívida era de R$ 700.

Barasuol disse que, quando estava saindo da casa, Silva teria o agredido e que acabaram brigando e ele acabou esfaqueando a vítima.

Em determinado momento, quando é aberto espaço para o promotor fazer perguntas para o réu, ele, seguindo orientações de seu advogado, preferiu ficar calado.

Ao ser questionado pelo advogado de defesa se ele confessava que tinha matado Moises Silva, ele afirmou que assumia ter cometido o crime e admitiu que se arrepende do que fez, mas que tem que pagar pelo crime.

Nega conhecer a vítima

Maurício de Oliveira Nunes l disse que que, na noite que antecedeu o crime, ele e Barasuol começaram a beber por volta das 20h e passaram a noite inteira bebendo e cheirando cocaína, e relatou o que o outro já havia dito em depoimento: que foram até o local em busca de mais droga. A juíza perguntou se ele conhecia a vítima, e o réu respondeu que não.

Nunes disse que entregou a adaga que estava no carro. E quando viu os outros dois brigando se escondeu atrás do veículo.

A magistrada perguntou se ele sabia que Barasuol devia para a vítima e ele respondeu que não, que se soubesse não teria se envolvido.

 

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