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Médico acredita no retorno de público em eventos em breve

Foto: Arquivo/FS
Necchi garante, porém, que processo será gradual e regulado pelo Estado

Já se debate no Legislativo o retorno de público a atividades como jogos de futebol - a proposta é de que a dupla Ba-Gua possa ter 30% dos estádios ocupados em jogos da divisão de acesso. O pedido, à Federação Gaúcha de Futebol, foi feito pelos vereadores Cláudio Figueira (Xuxa), Cláudia Messias e Ramão Bogado, todos do PTB. Isso na mesma semana em que o município ultrapassou a marca de aplicação de 100 mil doses de vacinas contra a covid-19, mas o Estado registrou os dois primeiros casos da variante Delta, cuja velocidade de contágio é maior que outras cepas.

Questionado sobre isso, o secretário-adjunto de Saúde, o médico Ricardo Necchi, ponderou que esse processo de retorno às atividades normais deverá ser lento, mas breve. Ele disse acreditar que até o final do ano esse tipo de atividade será paulatinamente liberada. "Começaremos o ano que vem já com os nossos hábitos praticamente normalizados. Se tudo continuar como está, e com a velocidade da vacinação que nós estamos conseguindo colocar aqui na região, eu espero para daqui a, no máximo, dois meses, ou mês que vem, na segunda quinzena, a gente começar a ter eventos com público", opinou o médico.

Porém, ele pontuou que isso deverá ser regulado pelo governo do Estado. "A tendência são os municípios seguirem essa regulação. Mas eu acredito que até o final do ano as coisas vão praticamente se normalizar. Isso é uma esperança que eu tenho", acrescentou. Questionado sobre o avanço da variante Delta no país e o fato de que já há dois casos confirmados no Estado, o secretário-adjunto ponderou que o que se sabe até agora é que esta é mais contagiosa que as demais, mas não mais mortal. "E, a princípio, as vacinas que a gente usa no Brasil são eficazes contra ela também", mencionou.

Ele ainda comentou que sempre afirmava à reportagem que não havia registro de pacientes internados na UTI em Bagé, positivados para coronavírus, que haviam sido completamente imunizados, com as duas doses da vacina. Porém, atualmente, há um paciente que recebeu as duas doses e ainda assim precisou ser hospitalizado na unidade. "Neste momento eu tenho um senhor que fez as duas doses e está internado lá (na UTI). A situação dele não é grave, no momento. Eu acho que ele vai ter uma evolução boa. Felizmente não parece ser um dos casos muito graves", explicou. Ele justificou tal relato: "Isso é uma outra coisa que a gente terá que discutir nos próximos meses; a necessidade de fazer uma terceira aplicação de vacina. Isso é uma coisa que provavelmente vai vir à pauta".

O médico destacou que o que se vê no mundo todo, onde se está avançando a vacinação, são eventos já com aglomeração (citou a final de basquetebol no Estados Unidos, com público sem máscaras). "É sinal que realmente a vacina está tendo um efeito devastador para este vírus. E isso me dá muita esperança de que nós vamos por este caminho também. Aliás, já está se vendo: hospital com pouquíssimos casos, diminuindo os leitos de UTI, recomeçando a fazer cirurgias eletivas, com aumento de necessidade de leitos para outras patalogias. Tudo me parece estar retornando ao normal. Finalmente, um ano e tanto depois. E eu fico muito feliz com isso, porque parecia que nunca ia chegar", comemorou.

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