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Febre Aftosa

Lideranças avaliam primeiro ano do novo status sanitário

Foto: Fernando Dias/Especial FS
Novo status fortalece e valoriza pecuária gaúcha

A certificação de zona livre de febre aftosa sem vacinação do Rio Grande do Sul foi concedida há um ano (27 de maio de 2021) pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Esse período de um ano foi de avanços e desafios para o setor pecuário.

A reportagem conversou com lideranças do setor sobre esse primeiro ano de uma das maiores conquistas para a pecuária gaúcha. O presidente da Associação e Sindicato Rural de Bagé, Geraldo Brossard Corrêa de Mello, disse que o processo de erradicação da febre aftosa no Rio Grande do Sul faz parte de um processo de vacinação eficaz . De acordo com o dirigente, é preciso ser rígido em relação a essas normas. E avaliou esse um ano como positivo e disse esperar que as coisas aconteçam sempre tecnicamente. "Chega um momento em que tem que parar de vacinar. Isso faz parte de um contexto do controle sanitário porque não vai vacinar a vida toda. E esperamos que a erradicação seja realmente um controle técnico e não apenas econômico na busca de um melhor mercado", pontuou o presidente da rural.

Por sua vez, o leiloeiro rural, Fernando Farinha (Nando), falou que o Estado conquistou o status de zona livre de aftosa sem vacinação porque nos últimos anos não teve nenhum foco da doença. Frisou que existem duas situações que precisam ser muito bem cuidadas e controladas. Segundo ele, o produtor rural tem que estar sempre de olho e fiscalizando o seu rebanho e se aparecer algum sintoma ou algo parecido ele tem a obrigação de avisar imediatamente veterinários e inspetoria. O segundo ponto é a fiscalização por parte dos profissionais da área de sanidade animal, como, por exemplo, os veterinários da Secretaria de Pecuária e Desenvolvimento Rural. "Eles precisam estar permanentemente em atividade para controlar, principalmente as divisas do Brasil com os demais países", enfatizou.

O leiloeiro disse que, em âmbito de mercado externo, é mais um ponto positivo para o Brasil, que pode exportar carne in natura para outros países. "Isso nos dá um plus na nossa proteína vermelha", mencionou.

Evolução de mercado

Ao fazer uma avaliação para a Secretaria de Pecuária e Desenvolvimento Rural, o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, salientou que a nova certificação vai abrir mercados mais exigentes, a médio e longo prazos, e destaca a responsabilidade de toda a cadeia produtiva na manutenção desse status. "Isso traz uma importância sanitária ímpar para o rebanho gaúcho. É um passo importante, sim. Mas nós, produtores rurais, ainda não usufruímos desse benefício, a não ser o custo da vacina, obviamente. Quanto às questões de mercado, ainda não evoluímos. É verdade que é muito pouco tempo e que o mercado internacional não funciona no imediatismo. Ainda precisamos caminhar para que os grandes mercados do mundo tenham esse reconhecimento e que ele seja duradouro", argumentou.

Na avaliação do presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Carlos Joel da Silva, a conquista do Estado resultou em uma valorização geral da produção. "Ganhamos todos, produtores, Estado e o país, ou seja, ganha a sociedade", ressaltou.

Último caso 

Para atingir o status sanitário de área livre de aftosa sem vacinação, o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) determina critérios técnicos, estratégicos, geográficos e estruturais. De acordo com informações da Secretaria de Pecuária e Desenvolvimento Rural, o último caso da doença registrado no Rio Grande do Sul foi em 2001.   

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