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Pandemia

Chefe da UTI apela: máscaras não devem ser dispensadas

Foto: Márcia Sousa
Pedido é que população mantenha protocolos

Há quem questione o uso de máscaras após a vacinação e até mesmo após a infecção pelo coronavírus. Porém, profissionais como o médico Ricardo Necchi enfatizam a importância da proteção mesmo nestes casos. Afinal, é possível uma nova infecção e se contaminar pelo vírus mesmo vacinado. "Não significa que as pessoas que já se vacinaram não vão adoecer", pontuou.

Ele sustentou que esta é uma recomendação da Organização Mundial de Saúde, a OMS. O médico, que é chefe da UTI da Santa Casa de Caridade de Bagé, onde havia, ontem à tarde, nove pessoas internadas pela covid-19 (muitas delas jovens e em estado gravíssimo), argumentou que alguns países começam a dispensar a proteção em locais abertos, por exemplo. No entanto, lembrou que são países que estão muito mais avançados na vacinação da população. "Não é a nossa realidade", enfatizou.

Enquanto o Brasil não avançar e tiver boa parte da população imunizada não há como dispensar qualquer um dos protocolos. Ele se refere não só ao uso de máscaras, mas também a higienização das mãos, por meio da lavagem com água e sabão e utilização de álcool em gel e, sobretudo, o distanciamento social - é preciso permanecer de 1,5 metro a dois metros de distância e aglomerações, é claro estão longe de serem recomendadas enquanto o vírus circular. "Duvido que alguém não saiba disso", mencionou, ao admitir muita tristeza por não conseguir convencer as pessoas. "Não entendo o que querem provar", falou, sobre todos aqueles que se recusam a seguir as orientações.

Ontem, Bagé contabilizou a morte número 257 decorrente de complicações da covid-19: uma mulher de 31 anos morreu na UTI da Santa Casa de Caridade - ela havia dado à luz na quarta-feira da semana passada (segundo o médico, o bebê está bem, em casa). Necchi falou sobre a tristeza de perder pacientes tão jovens e mencionou que há muitos internados na UTI, e há aqueles que possivelmente não irão sobreviver. Em muito jovens, a doença tem evoluído mal, disse ele. Ontem à tarde, além dos nove internados na UTI (cinco de Bagé), havia, em leitos clínicos, 28 hospitalizados com confirmação de coronavírus (18 são bageenses). No Hospital Universitário, 14 estavam internados - 13 são casos confirmados.

Na região, há dois pacientes internados no hospital da Colônia Nova - um de Aceguá e outro de Candiota -; e em Lavras do Sul não há ninguém hospitalizado. Já em Dom Pedrito, são nove internados na UTI da Santa Casa, além de nove em leitos clínicos - oito deles são casos confirmados. Tanto em Bagé como em Dom Pedrito, há pacientes de outras cidades, como Restinga Seca (são dois na Capital da Paz e um na Rainha da Fronteira), Capão do Leão, São Lourenço do Sul, Caçapava do Sul, Piratini, Pedro Osório, Hulha Negra, Candiota, Aceguá e Lavras do Sul. 

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