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Crime

Abuso sexual contra menores é realidade em Bagé

Foto: Lia de Paula/Especial FS
Casos aumentam de forma gradativa na cidade

O Dia Nacional de Combate a Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes foi assinalado ontem. Ações foram realizadas em Bagé, com o objetivo de conscientizar a população e chamar a atenção para a necessidade de denunciar os casos de violência contra os menores.

Integrantes do Conselho Tutelar realizaram palestras nas escolas e, nesses locais, ouviram relatos sobre casos de abusos. A coordenadora do conselho, Viviane Gonçalves, argumenta que, quando o trabalho de prevenção e conscientização é feito, evita que a justiça corra atrás de pedófilos. Segundo ela, atualmente existem duas portas de entrada para esse tipo de crime - que são a vulnerabilidade social e a falta de informação.

Além disso, a conselheira lembra que, hoje, tem os crimes cibernéticos, e que é preciso alertar os pais que é necessário supervisionar as redes sociais dos jovens. "Dede o ano passado, viemos atendendo casos de exploração sexual através dos crimes cibernéticos, porque o jovem acessa grupos de WhatsApp e Facebook, sem saber a dimensão do que se pode refletir de forma negativa para si e para a própria família", menciona.

Tabu x sexualidade

Para a conselheira, é necessário quebrar o tabu e falar sobre a sexualidade com os jovens - a família tem que falar, assim como a escola. " A criança precisa, desde cedo, entender que no seu corpo ninguém toca", pontua.

O Conselho Tutelar criou dois personagens, a Eca e o Dôconselho, que são interpretados pelos próprios conselheiros. Como forma de atingir o público de faixa etária menor, os conselheiros vão até as escolas e, de acordo com as idades dos alunos, utilizam uma linguagem mais apropriada.

Viviane comenta que o Conselho Tutelar recebe muitas demandas por meio das escolas, dos postos de Saúde e hospital. "Infelizmente, as denúncias de abusos vêm aumentando, mas quem quiser fazer uma denúncia anônima pode ligar para o disque 100 ou para o telefone do conselho tutelar, o 9 9971 5494.

Promotoria

A promotora da Infância e Juventude, Marlise Martino Oliveira, esclarece que o órgão atua na proteção da criança e adolescentes que sofreram algum tipo de violência. Segundo ela, são casos recorrentes. "A gente percebe tanto violência física, verbal, maus tratos e intrafamiliar e também os casos mais graves, que são os de abusos, muitos dos quais o abusador é alguém de dentro da família ou alguma pessoa próxima, que tem uma certa proximidades com a vítima", disse.

Prisões

A delegada da Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher (Deam), Daniela Barbosa de Borba, informa que todas as denúncias que chegam são verificadas. Ela lembrou que, na semana passada, foi realizada, em âmbito nacional, a Operação Parador 27 e Bagé fez parte. A delegada diz que, até o momento, duas pessoas foram presas em flagrante - uma pelo crime de importunação sexual e outra pelo de estupro de uma adolescente.

 

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