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Educação

Aulas presenciais na rede estadual voltam na segunda-feira

Retorno será opcional e acontece somente em cidades que já adotaram a congestão

Foto: Felipe Dalla Valle/Especial FS
Governador garantiu que retorno é opcional

O retorno da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental foi autorizado pelo Estado, mas será opcional para as famílias dos estudantes, segundo detalhou o governador Eduardo Leite, em coletiva de imprensa, ontem. E será exclusivo para os municípios que aderiram ao sistema de cogestão e adotam, assim, os protocolos da bandeira vermelha. "As escolas estarão abertas para acolher principalmente as mães que trabalham e não têm onde deixar os filhos, crianças que não têm conectividade e equipamentos, os mais vulneráveis que precisam da escola inclusive para alimentação", justificou a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira.

Para Leite, o retorno das aulas de forma híbrida, com atividades presenciais com protocolos e distanciamento, é importante diante da dificuldade de alguns estudantes para acompanhamento das aulas de modo remoto. O governador também defendeu a importância de estímulos na primeira infância, além da necessidade de um lugar seguro para que os pais que trabalham possam deixar as crianças.

Os protocolos

Para a rede estadual, a Secretaria da Educação e as coordenadorias regionais estão em contato com as escolas para garantir que estejam em condições de retorno já a partir de segunda-feira. "As que não estiverem deverão realizar ajustes, a fim de possibilitar a retomada nos próximos dias", garantiu divulgação do Piratini. Até o fechamento desta edição, a 13ª Coordenadoria Regional da Educação, que abrange Bagé, não havia divulgado uma definição quanto ao retorno das atividades presencias já na segunda-feira.

Os professores

De acordo com o decreto estadual, professores e funcionários de escolas que pertencem aos grupos de risco, em especial de idade avançada ou com comorbidades, permanecerão em suas casas. O governo, ontem, anunciou que funcionários temporários serão contratados para substituir aqueles que precisam trabalhar de forma remota.

Cpers insiste em vacina

O Cpers, sindicato que representa os trabalhadores em Educação, definiu, em nota, o novo decreto, que libera as aulas presenciais, como uma manobra e afirmou que o governo, com isso, cede à pressão de interesses privados. "Em detrimento do direito à vida", sustentou a diretoria da entidade. "O Cpers espera que a liminar seja preservada e mantém a posição quanto ao alto risco do ambiente escolar", acrescentou, ao enfatizar que a categoria está mobilizada para resistir à retomada, considerada precoce. Além disso, a diretoria manifestou que aguarda um novo posicionamento do governo em relação à vacina dos educadores.


Aulas autorizadas

- Da Educação Infantil aos 1º e 2º anos do Ensino Fundamental;

- Plantões para atendimento aos alunos de Ensino Médio Técnico Subsequente, de Ensino Superior e de pós-graduação;

- Para estágio curricular obrigatório, de pesquisas, laboratoriais e de campo, e de outras consideradas essenciais para a conclusão de curso e para a manutenção de seres vivos, conforme normativa própria;

- Cursos de ensino profissionalizante, de idiomas, de música, de esportes, dança e artes cênicas, e de arte e cultura (chamados cursos livres).


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