O circuito de feiras de verão da ovinocultura no Rio Grande do Sul movimentou R$ 5,07 milhões e encerrou com avaliação positiva da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco). Segundo o presidente da entidade, Edemundo Gressler, o resultado confirma a expectativa de retomada gradual do setor, refletida na participação de expositores, presença de público e volume de negócios realizados ao longo da programação.
O calendário teve início com a Agrovino, em Bagé, e seguiu com a Feira de Ovinos de Verão, em Sant’Ana do Livramento. Também integraram o circuito a Feovelha, em Pinheiro Machado, a Expofeira de Ovinos de Verão, em Herval, e a Exposição de Ovinos Meia Lã, em Jaguarão. Para a Arco, as feiras consolidadas e as que estavam em retomada cumpriram o papel de fortalecer a atividade.
Um dos destaques foi a comercialização de rebanhos comerciais, especialmente na Feovelha e na Expofeira de Herval, onde mais de mil ovinos foram vendidos em cada evento. A procura por reprodutores também foi significativa, indicando investimento em melhoramento genético e ampliação de plantel. Em Jaguarão, berço da raça Meia Lã, o forte envolvimento da comunidade reforçou o potencial de crescimento da feira.
De acordo com a entidade, o bom desempenho está ligado ao cenário de mercado, com valorização das lãs — principalmente as mais finas — e preço do quilo do cordeiro em torno de R$ 14, estimulando novos investimentos. Apesar de desafios como custos de transporte e logística, a indústria demonstra demanda consistente, criando ambiente favorável para expansão da atividade.
Para a entidade, o momento é de consolidação e perspectiva de crescimento sustentável, impulsionado também pelo interesse internacional por genética brasileira e ovinos vivos. O próximo grande evento do calendário será a Fenovinos, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, quando a expectativa é de forte participação de expositores e projeção dos grandes campeões para a Expointer.