Metade Sul concentra maiores áreas de oliveiras no Estado

Com expectativa de que o Brasil se aproxime da marca de um milhão de litros de azeite em 2026, será realizada no dia 17 de abril a 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva, no município de Triunfo. A projeção do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) indica que o Rio Grande do Sul deverá responder por cerca de 800 mil litros desse total. O evento ocorrerá nas instalações do Azeite Milonga, de Aristides e Christian Vogt.

 

Entre os municípios com maior área cultivada de oliveiras está Bagé, que integra a lista de destaques da Metade Sul, ao lado de Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Santana do Livramento, São Sepé, São Gabriel e Sentinela do Sul. A região concentra as maiores plantações do Estado.

 

De acordo com o coordenador do Programa Pró-Oliva, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Paulo Lipp, a safra deste ano representa uma recuperação significativa em relação às duas anteriores e pode ser recorde no Estado. O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional, com mais de seis mil hectares plantados por cerca de 350 produtores, distribuídos em mais de cem municípios.

 

A qualidade do azeite gaúcho também tem ampliado espaço no mercado. Segundo Lipp, a comercialização cresce tanto dentro do Estado quanto em outras regiões do país, fortalecendo a identificação do produto como extravirgem de excelência.

 

Entre os fatores que garantem a qualidade estão a colheita precoce — com parte das azeitonas ainda verdes, o que intensifica aroma e sabor — e o curto intervalo entre a colheita e o esmagamento, realizado em menos de 24 horas, assegurando baixa acidez. No Estado, predominam as variedades Koroneike (grega); Arbequina, Arbosana e Picual (espanholas); além de Galega (portuguesa) e Coratina e Frantoio (italianas).