Bagé sediou, na tarde dessa quarta-feira (18), a primeira abertura oficial da colheita de azeitonas no município. O evento ocorreu na Vila Toscana e reuniu autoridades, como o prefeito Luiz Fernando Mainardi, além de vereadores, secretários e representantes do setor.
Na propriedade, são cultivados cerca de 2,5 hectares de olivais, com quatro variedades de azeitonas: arbequina, arbosana, koroneiki e frantoio. A atividade marca não apenas a safra local, mas também a primeira colheita da própria Vila Toscana.
Durante a cerimônia, os representantes do empreendimento, Jorge Miranda e Marinei Sá, destacaram o momento histórico e agradeceram o apoio do poder público ao desenvolvimento da olivicultura no Estado. A gerente Marinei também leu uma mensagem dos proprietários, Frederico e Tânia Frazão, que não puderam participar da solenidade. “Hoje estamos fazendo história porque sediamos a primeira colheita oficial de azeitonas de Bagé”, reiterou Miranda.
O prefeito Mainardi ressaltou o simbolismo da iniciativa para o fortalecimento da cultura da oliveira na região. Ele destacou a importância da olivicultura na diversificação da matriz produtiva e relembrou sua participação na primeira abertura oficial da colheita de azeitonas do Rio Grande do Sul, em 2012. Segundo ele, o avanço da atividade também abre espaço para o crescimento do turismo ligado ao setor, o chamado oliviculturismo.
“Como secretário estadual da Agricultura participei da primeira abertura da colheita de azeitona do Rio Grande do Sul, ocorrida em 2012, em Cachoeira do Sul. Portanto, penso que é importante a Bagé também ter esse momento porque simboliza o fomento à olivicultura da região”, pontuou.
Mainardi também mencionou que a olivicultura não é uma atividade que se finaliza apenas na colheita de azeitonas e extração de azeite extravirgem, mas, também, no oliviculturismo. “E isso está simbolizado no que a Vila Toscana apresenta. Ou seja, a olivicultura pode ser uma importante ferramenta de desenvolvimento econômico também a partir do turismo”, complementou.
Após a abertura, os participantes visitaram os olivais e acompanharam a colheita, realizada de forma manual. De acordo com o engenheiro agrônomo Emerson Menezes, a expectativa de produção na propriedade é de cerca de cinco toneladas. Na região que inclui Bagé, Dom Pedrito e Aceguá, a estimativa é de até 10 toneladas.
Dados da Emater indicam que a produção no município pode alcançar cerca de 200 toneladas de azeitonas, com mais de 20 mil litros de azeite. O crescimento da olivicultura em Bagé é expressivo: a área plantada passou de aproximadamente 206 hectares, em 2020, para 416 hectares em 2025.