Galego, o maior recordista no comando técnico do Bagé

Na próxima segunda-feira, se vivo fosse, Paulo de Souza Lobo, o Galego, completaria 100 anos. Galego, que era de Piratini, teve uma ligação muito forte com a cidade de Bagé, inclusive recebeu o título de cidadão bageense, proposição do então vereador, já falecido, Iolando Maurente.

 

Galego nasceu no dia 23 de fevereiro de 1926, na cidade de Piratini, e ficou conhecido no mundo do futebol, pois foi jogador. Começou sua carreira na categoria juvenil do Brasil de Pelotas, onde atuou como meia; depois jogou pelo Cruzeiro de Porto Alegre e voltou para o Brasil de Pelotas, onde, após sofrer uma contusão, encerrou a carreira como jogador aos 26 anos.

 

Já como treinador, Galego foi técnico do Brasil de Pelotas, Farroupilha e Pelotas, São Paulo de Rio Grande e encerrou a carreira treinando o Pelotas. Mas foi no Grêmio Esportivo Bagé que Paulo de Souza Lobo, Galego, teve, por dez vezes, passagens como treinador. Sua estreia foi em 1971, em uma partida em que o Bagé perdeu por 2 x 0 para o Brasil de Pelotas, no Estádio Bento Freitas. 

 

Já o seu último jogo como treinador jalde-negro foi em 1980, em uma partida em Rio Grande, quando o Bagé perdeu por 3 x 0 para o São Paulo. No comando do Bagé, Galego conquistou o título da Copa Governador do Estado, em 1974, e até hoje é o recordista em números como treinador do clube. Galego morreu no dia 9 de outubro, aos 70 anos, na cidade de Pelotas.

 

O radialista e colunista do Folha do Sul, Edgar Muza, disse que Galego foi um baita treinador, tinha suas ideias próprias e também era preparador físico, fazendo os atletas do Bagé subirem as arquibancadas correndo. Galego queria que o seu time tivesse perna e fôlego e sabia fazer muito bem a leitura do jogo, sem falar que era um pai para os seus jogadores, tratava-os como filhos, lembra Muza.