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'E depois de partir, poder voltar e dizer: este é o meu lugar. Poder assistir ao entardecer e saber que o sol novamente vai raiar' - Vinícius de Moraes

Foto: Divulgação
Sylvinha Martins na capa do seu livro, obra autobiográfica que entrelaça a vida pessoal e com a internacional produção artística

Onde os afrescos são estrelas...

Escrevo a coluna deste sábado envolto por atmosfera de emoção. Isso porque, hoje, é preciso homenagear a velha mãe; o berço; uma soberana que se ergue em meio ao Pampa de nome Rainha da Fronteira. Neste sábado, a amada Bagé completa seus 210 anos. Falamos em tradição que desponta a marca de dois séculos. Falamos na terra que esculpiu o tipo gaúcho em seu máximo expoente. Livre e solitário, lá vai o homem do campo pelas pradarias montando o seu cavalo, seguido por cuscos companheiros, em busca de si mesmo e do horizonte onde encontrará o sorriso de Deus. Orgulho deste chão. Orgulho de bater no peito e dizer ao mundo: "sim, sou bageense!". Vou contar-lhes breve história. Quando, aos 18 anos, parti do pago para estudar Jornalismo, no fundo, sabia que iria voltar. Passou-se mais de uma década e aquele sentimento, latente, insistia em sair à galope do peito. Quando nossas missões estão em determinado lugar, não há como fugir: o magnetismo do universo age colocando-nos, exatamente, onde seremos úteis ao mundo. Em todas as andanças por aí, sempre pensei: "mas o pôr do sol lá de Bagé é o mais bonito" ou "no campo a vista vai longe, aqui na montanha aflige não apreciar a linha dos hemisférios". Quanto bairrismo; quanta verdade; quanto respeito e gratidão... Bonita, histórica, imperfeita, soberana. Esta é a nossa Bagé. Parabéns, majestade. Orgulho nascer teu filho e morar num palácio onde os afrescos são as mais brilhantes estrelas da abóboda celestial.

Bem-vinda, Gabi Veloso

Na lista das mais requisitadas arquitetas de Porto Alegre, a bageense Gabriela Veloso. Herdeira do bom-gosto e da educação de sua mãe, a inesquecível Divinha Caringi Veloso, Gabi - assim chamada pelos colegas e amigos de infância - transita distintas rodas, indo do campo à cidade com a mesma categoria. Desenvolve projetos e execuções com olhar aguçado, somando seu talento urbano/rural às informações obtidas nas principais mostras do setor a nível mundial. No dia do aniversário de Bagé, alegria repercutir que Gabi aterrissa com novo escritório para atender os clientes da região.

Nova York - Rio - Aceguá

Radicada em Nova York, Sylvinha Martins passa temporada no Rio de Janeiro onde possui belíssimo apartamento no Arpoador. Neste momento, a artista está em Búzios de onde disse à coluna que, ao fim de julho, aterrissa em Aceguá para dias na estância-berço, a Cinco Salsos. Como anfitriões, Caia e Claudio Martins. Stop! Amante de longas cavalgadas, Sylvinha monta seu cavalo e sai a percorrer os campos da estância entregando-se à beleza do Pampa e às recordações de sua infância, sempre movida por profunda saudade do pai, o memorável pecuarista Cláudio Ferrando Martins. A quem não conhece Sylvinha, garanto: trata-se de uma das pessoas mais interessantes nascidas sob a égide bageense.  

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