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Saúde animal

Pets exigem cuidados redobrados no inverno

Foto: Márcia Sousa
Oferecer abrigo e cobertas aos de rua pode fazer a diferença

Gripes, resfriados e até pneumonia: é preciso estar alerta e redobrar os cuidados com cães e gatos para evitar tais problemas, que podem ser motivados pelas baixas temperaturas. Há duas dicas básicas que devem ser levadas em consideração por um tutor responsável - a primeira é abrigar o animal de modo que não fique exposto às intempéries. A outra é vacinar os bichinhos contra a gripe.

A veterinária Juliana Flôres aborda, sobretudo, a gripe canina, ou tosse dos canis - uma doença que afeta cães de todas as idades e que tem alto índice de contágio. Em síntese, a doença baixa a imunidade do animal e provoca um quadro respiratório de muita tosse, que é seca. "Muitas vezes parece que o animal está engasgado, o que gera muito estresse para o animal e para o tutor", alerta a profissional.

Ela destaca, porém, que isso pode ser evitado ao vacinar o pet. "Essa vacina deve ser incluída em todos os protocolos de vacinação em animais saudáveis", argumenta. Tal vacina, elucida, pode ser feita já a partir das três primeiras semanas do animalzinho e, após, passa a ser anual. Vale destacar que é intranasal e indolor.

Mudanças bruscas

As mudanças bruscas de temperatura podem ser bastante prejudiciais para os bichinhos de estimação, mas alguns cuidados podem garantir o bem-estar deles e de toda a família. Juliana defende que, se o cão vive no pátio da casa, para ele deve ser garantido um bom abrigo. Cobertas e camas podem ajudar a manter o cachorro quentinho.

Caso o animal seja criado dentro de casa, é preciso ter atenção na hora de levá-lo para fazer suas necessidades: a dica é evitar horários mais frios do dia. O uso de roupinhas - para os de casa e do pátio - também ajuda bastante (há uma variedade no mercado pet com tecidos quentinhos como plush e soft).

Outra orientação é quanto aos banhos, que nos dias mais frios devem ser mais espaçados e o animal não pode permanecer molhado. Alimentos de qualidade e suplementos também podem ajudar os pets a encararem as baixas temperaturas com saúde. "Manter as vacinas, ectoparasitas e vermífugos em dia são extremamente importantes", acrescenta a profissional.

Juliana ainda pontua que diante de qualquer sinal de secreção nasal, espirros, tosse, expectoração, apatia e falta de apetite, o animal deve ser levado para a avaliação de um profissional. "Quanto mais tempo demorar, mais grave pode se tornar o quadro", sustenta.

Expostos à rua

A presidente do Núcleo Bageense de Proteção Animal (NBPA), Patrícia Coradini, lembra que, nesta época do ano, cães e gatos que vivem nas ruas enfrentam ainda mais desafios. Mas as pessoas podem ajudá-los e isso é bem simples: alimentar, oferecer água e ofertar um espaço para o animal se abrigar são atitudes que podem ser determinantes. Distribuir cobertores em locais que eles possam acessar também é uma maneira de garantir que eles terão dias e noites mais quentinhos.

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