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Cátia Liczbinski

A Continuidade da pandemia e o ano de 2022: Os desafios permanecem

"A má notícia é que a pandemia não tem hora para acabar. Quem diz saber está mentindo. A boa é que temos como vencê-la" (Marilda Siqueira -IOC/Fiocruz)
A Pandemia atual, diferentemente da gripe Espanhola de 1918, perdura por dois anos e continuará em 2022. Havia a esperança da sua extinção, mas com a variante Ômicron que está se ampliando na Europa e nos Estados Unidos, os cientistas estão revendo as expectativas para 2022.
Segundo o médico, cientista John Swartzberg - professor emérito da cadeira de doenças infecciosas e vacinação da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos - (em entrevista à BBC News Mundo no dia 17 dezembro 2021), o fato de não ter conseguido uma vacinação massiva a nível planetário, seja por falta de acesso às doses em alguns países, além da rejeição à imunização em outros, gera milhões de fábricas virais, uma para cada um desses indivíduos.
Um ponto certo é que a Ômicron se espalha de forma espantosamente rápida. Ela está presente em 77 países e deve se tornar dominante na Dinamarca em dias. Na Noruega, com apenas 5,3 milhões de habitantes, são projetados 100 mil casos/dia até o fim de janeiro, se as medidas de distanciamento social não forem tomadas.
Para Swartzberg o hemisfério norte pode sofrer nas próximas semanas a "tridemia", ou seja, três pandemias ao mesmo tempo, ou seja, três pandemias ao mesmo tempo, e acredita que a variante que aparecerá no mundo após a Ômicron será uma que transformará o SARS-CoV-2 de uma pandemia a uma endemia (https://www.bbc.com/portuguese/internacional- 17/dez/2021).
A esperança do término da Pandemia para 2022 não se configura, porque a Ômicron é altamente transmissível quanto sugerem suas 50 mutações, 32 delas na mais importante proteína para o controle do vírus. A alta transmissibilidade significa que o número potencial de casos é altíssimo.
Em 2022 novas cepas aparecerão. A Ômicron é um alerta. O Sars-CoV-2 não vai sumir, mas deverá, com o tempo, se tornar sazonal (OMS), e a vacinação será periódica.
E enquanto seres humanos, qual a lição que esse período apresentou, quais reflexões e ações?
O ano de 2022 deverá ser esperado com a continuidade dos cuidados em relação a COVID-19, não será o ano do fim da doença e as ações de prevenção e solidariedade deverão permanecer. Será necessário manter as redes de apoio pois segundo a ONU "em 2022, 274 milhões de pessoas necessitarão de assistência humanitária e de proteção, um aumento de 17% em relação a este ano" (Onu.org.br), bem como do desemprego e da fome.  
Além disso, acredita-se que a sociedade mundial percebeu que a vida é algo que não se tem controle. Mesmo tomando medidas para preservar a saúde, o inesperado pode ocorrer a qualquer momento.
Que o isolamento foi um momento para analisar a qualidade das relações com as pessoas próximas que em alguns casos uniu em outros acentuou os atritos, a violência.
Também foram dois anos de reorganização social, se observou que diante da morte e da fome a sociedade foi solidária com a distribuição de alimentos, com apoio psicológico e outras atitudes benéficas.
A saúde mental é outro objetivo. Continuar superando as mortes e sequelas dos doentes pelo COVID-19, depressão, ansiedade e suicídios, com as formas de lazer descobertas e intensificadas, como assistindo as lives, aprendendo a cozinhar, fazendo cursos online, utilizando as bicicletas, intensificando a leitura de livros, assistindo filmes e séries, dentre outros.
Outro fato que todos passaram, foi o ritmo de vida, houve a necessidade de uma vida mais calma, desacelerada, que possibilitou a reflexão em relação à qualidade de vida e que deverá ser mantida.
Portanto, em 2022 a sociedade terá que dar continuidade às medidas de cuidado com a saúde, com a manutenção dos sonhos, da esperança e gratidão.

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