CB Poder entrevista pré-candidata Celina Leão

Tem coisas na vida que não dá para entender. Na política, nem se fala. Em campanha eleitoral, então, é tanta mentira que, na maioria das vezes, a imprensa não dá a mínima. Hoje vou abordar uma entrevista com a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (governadora em exercício e pré-candidata ao governo). Vou tocar no assunto que tenho batido na mesma tecla há mais de 06 anos. Título da matéria do CB (Correio Braziliense): “Foco está na gestão dos gastos públicos”, diz Celina Leão.

 

Se eu acreditasse em promessas de campanha eleitoral, não teria nenhum motivo para não declarar publicamente meu voto. Mas aí tem um pequeno detalhe: é muito raro, para não dizer quase impossível, cumprir promessa eleitoral. Em algum aspecto, é fácil de entender. Se tem a maioria no Legislativo, fica um pouco mais fácil. Mas, se não tem, aí sim dificilmente é cumprido. E outro detalhe: mesmo que tenha maioria legislativa, pode não ter orçamento para executá-lo. Pois bem, mas creio que a análise que ela faz mostra que tenha conhecimento do que precisa fazer, e isso vai lhe dar alguns votos a mais se passar seu nome no partido como a candidata a governadora.

 

Ao CB.Poder, a governadora em exercício do DF destacou a importância do controle das despesas e dos investimentos para 2026, além da entrega de obras que estão sendo finalizadas. Também fez uma análise sobre o cenário em ano de eleição. Colo parte da matéria publicada no Correio Braziliense de terça-feira: “13/01/2026 – Ed Alves/CB/DA Press. Cidades. CB Poder recebe a vice-governadora Celina Leão. Investimentos no Distrito Federal, eleições, economia dos recursos públicos e obras foram os temas abordados com a governadora em exercício Celina Leão (PP) durante o programa CB.Poder — parceria entre Correio Braziliense e TV Brasília. Sobre os projetos do governo, Celina destacou o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre Ceilândia e Taguatinga, o viaduto do Eixão, a piscina com ondas e a finalização do complexo viário do Sudoeste. Às jornalistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos, ela também ressaltou a importância do planejamento para investir os recursos públicos da melhor forma possível. ‘Economia de gastos públicos é o objetivo de qualquer gestor’, afirma Celina Leão. Janeiro é a época em que todo mundo começa a fazer as contas. Como está o orçamento para a entrega das obras? Tivemos dificuldades financeiras no orçamento, por conta de algumas ações que aconteceram ao decorrer do ano. Uma delas, a do Tribunal de Contas da União (TCU), em que o GDF teve que arcar com os custos de previdência das forças de segurança pública, despesa que era da União, o que impactou em quase R$ 400 milhões no orçamento do Distrito Federal. Isso trouxe um orçamento mais curto para um ano mais longo. Tivemos que fazer adaptações, mas nada que prejudique os salários ou a manutenção. Muita coisa vai ficar pronta antes das eleições. Vamos entregar o viaduto do Eixão, a piscina com ondas e o complexo viário do Sudoeste até o fim de março.”

 

Voltei para analisar. Sempre tem um motivo para justificar. A pergunta que fica: se tivesse economizado alguns ‘pilas durante o início do governo, não daria para cobrir a punição do TCU?

 

Sobre essa decisão dos custos das forças da segurança pública. Quais serão os próximos passos? Eu tenho um entendimento diferente sobre essa decisão. Inclusive, fizemos uma reunião e vamos recorrer dessa decisão na Justiça. As regras de pagamento não podem ser mudadas durante o jogo; você não pode falar: “Olha, agora você vai ter que pagar desse jeito”. Fizemos a maior contratação de policiais da história: foram mais de 40 mil servidores públicos contratados. Pagamos uma folha, no fim do ano, de mais de R$ 2 bilhões; contratamos professores, policiais, médicos. Isso tudo traz um impacto muito pesado na nossa folha de pagamento, nos nossos investimentos e no planejamento estratégico que estamos fazendo.

 

Sobre a economia da cidade. Quais são os planos do governo para 2026? Estamos fazendo um planejamento estratégico para mudar um pouco o eixo econômico da cidade, focando em trazer mais investimento para não dependermos tanto do Fundo Constitucional (FCDF). Atualmente, há quatro projetos estruturantes nas quatro regiões do DF para trazer desenvolvimento de polos que possuem um perfil da nossa cidade”.

 

Cortei o restante da entrevista porque nada tem a ver, a não ser com projetos da nossa cidade. Porém, o lado da economia, sim. Tem que cortar gastos desnecessários, diminuir a máquina pública no que for possível e ‘cortar na carne’. Quem fizer isso terá dinheiro para obras necessárias.