A Polícia Federal investiga desvio de emendas parlamentares destinadas a hospital. Leia a matéria e tente entender: (CB) Correio Braziliense (de ontem). Policiais federais cumprem 11 mandados de busca e apreensão e dois mandados de busca pessoal em cidades do Rio Grande do Sul e em Brasília. A PF investiga possível desvio de emendas parlamentares destinadas ao Hospital de Santa Cruz/RS – (crédito: Divulgação/Polícia Federal).
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13/2), a operação EmendaFest, para investigar crimes de desvios de recursos públicos, corrupção ativa e passiva. O dinheiro desviado iria para o Hospital de Santa Cruz, instituição filantrópica do município gaúcho Santa Cruz do Sul.
Policiais federais cumprem 11 mandados de busca e apreensão e dois mandados de busca pessoal em cidades do Rio Grande do Sul e em Brasília. A Justiça também determinou o afastamento do cargo e das funções públicas de dois investigados, além do bloqueio de valores de contas de pessoas físicas e jurídicas. As ordens judiciais, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, foram cumpridas em Estrela (RS), Rosário do Sul (RS), Santa Cruz do Sul (RS), Venâncio Aires (RS), Lajeado (RS) e Brasília (DF). Um assessor do deputado Afonso Motta (PDT-RS) é um dos alvos da investigação. O gabinete do parlamentar afirmou ao Correio que o funcionário foi afastado e que o deputado não foi alvo da operação, e está tentando entender a investigação.
VOLTEI. Como não entender o desvio? Existem algumas maneiras de evitar o roubo. O dinheiro é depositado na conta do hospital se a instituição tiver suas negativas em dia. Neste caso, pode haver rachadinha para devolver parte do dinheiro para o autor da emenda. Se o hospital não tiver as negativas, o dinheiro da emenda não pode ser depositado na conta do hospital e aí entra o município, que pode receber porque tem as negativas. Depois é só aplicar no objeto do convênio. É fácil de achar quem desviou os pilas dos hospitais. A pergunta, só agora?
Outra pérola:
Governo Lula vai reabrir investigação sobre morte de Juscelino Kubitschek. Novas informações apontam que pode ter ocorrido sabotagem mecânica no Opala em que estava o ex-presidente durante sua morte, na Via Dutra. O Opala que transportava JK ficou totalmente destruído após acidente na Via Dutra em 1976.
Informações levantadas pelas comissões da Verdade de São Paulo e de Minas Gerais levaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos a decidir reabrir a investigação sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que ocorreu em 1976, quando um Opala em que ele estava supostamente se envolveu em um acidente na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro.
De acordo com integrantes do governo ouvidos pelo Correio, a comissão deve se reunir nesta sexta-feira (14/2) e a expectativa é de que determine oficialmente a reabertura das investigações. Diligências realizadas durante o regime militar concluíram que a morte de JK foi uma fatalidade, um acidente de trânsito. A mesma conclusão foi tomada pela Comissão Nacional da Verdade, em 2014, e por uma Comissão Externa da Câmara dos Deputados, convocada pelo então deputado Paulo Octávio, em 2001. Porém, novas informações indicam que pode ter ocorrido sabotagem mecânica, intoxicação do motorista do veículo em que estava o ex-presidente ou até mesmo um tiro disparado contra o condutor.
Aguardem! Sentados para não cansar. Certo?