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Covid-19

Lideranças religiosas se manifestam sobre mudanças nos protocolos

Novo decreto estadual amplia ocupação durante a pandemia

Foto: Thaís Nunes
Principal mudança se refere à capacidade de ocupação nesses locais

No último domingo, o governo do Estado editou um novo decreto que amplia a taxa de ocupação de igrejas e

templos religiosos no Rio Grande do Sul. Ontem, a

pedido da reportagem do jornal Folha do Sul, algumas

lideranças religiosas locais se manifestaram sobre o

assunto.

O bispo diocesano de Bagé, dom frei Cleonir Dalbosco,

afirmou que as paróquias da cidade sempre seguiram os

protocolos sanitários desde o começo da pandemia, e

que agora não será diferente. "A diocese sempre seguiu

os protocolos exigidos pelas autoridades e vai continuar

seguindo os protocolos, as exigências da Vigilância

Sanitária e tudo que é determinado pelas autoridades

competentes", afirmou. O religioso também mencionou

que não deve fazer um novo decreto, que é uma prática

comum na igreja católica quando há mudanças a serem

repassadas para as paróquias. "Não vou fazer decreto,

mas a gente segue aquilo que é determinado pelas

autoridades", disse.

Na mesma linha está a Ordem dos Ministros Evangélicos

de Bagé (Omeb). O presidente da entidade, pastor

Ruben Ferreira, enfatizou que os decretos devem ser

cumpridos, independente de concordarem com as

normas exigidas. "Somos conscientes que foi uma

decisão monocrática e que em qualquer momento pode

ser revogada ou confirmada. Porém, a Omeb, como

associação representativa do segmento Evangélico no

município de Bagé, sempre teve como posição, e assim

recomendamos aos líderes das mais variadas

denominações deste município, o respeito às autoridades constituídas e a obediência às orientações e

decretos emitidos, sejam eles municipais ou estaduais,

sejam do nosso agrado ou não, buscando sempre o bem

maior. Prezamos pelo trabalho ordeiro e decente",

declarou.


O que muda

O novo decreto foi editado no domingo para adaptar os

protocolos estaduais à decisão liminar do ministro Nunes

Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Até então,

a regra na bandeira preta no Rio Grande do Sul era de

lotação máxima de 10% de público, limitado a 30

pessoas, e na bandeira vermelha, limitado a 10% do

público ou 30 pessoas, o que fosse maior. Agora, o

Decreto 55.820 amplia o limite para 25% da capacidade

do local para bandeira preta e vermelha.

A liminar do ministro, publicada no sábado, determina

que estados, municípios e Distrito Federal não podem

editar normas de combate à pandemia do novo

coronavírus que proíbam completamente celebrações

religiosas presenciais, como cultos e missas, e que os

protocolos sanitários de prevenção, relativos à limitação

de presença, não podem ser inferiores a 25% da

capacidade.

Além do limite de ocupação, o decreto do Rio Grande do

Sul mantém como regras o uso obrigatório e correto de

máscara cobrindo boca e nariz, sempre e por todos os

presentes; proíbe o consumo de alimentos e bebidas,

exceto o estritamente necessário para a realização do

ritual ou celebração (por exemplo, comunhão,

recolocando a máscara imediatamente depois);

ocupação intercalada de assentos, de forma espaçada e

modo alternado entre as fileiras de cadeiras ou bancos, respeitando distanciamento mínimo de 1 metro entre

pessoas ou grupos de coabitantes.

O decreto ainda determina a obrigatoriedade de

higienização das mãos, dos banheiros e das superfícies

de toque com álcool 70% ou solução sanitizante de efeito

similar e a ventilação cruzada (janelas e portas abertas)

ou sistema de renovação de ar.

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