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Edgar Muza

Mudanças ministeriais agitam a política

Em um dia, seis ministros foram exonerados no governo. Não sei quantos já deixaram o governo em dois anos de gestão. E isso tem agitado os meios políticos com insinuações de que Bolsonaro quer implantar uma ditadura no Brasil. Ora bolas, se é essa sua intenção está na contramão da história. Normalmente, quem quer ser ditador não "briga" com as forças armadas. Ao contrário, se vale delas para atingir seu objetivo. Já pararam para pensar quantas substituições de cargos foram realizadas desde o início do governo atual? Ao mesmo tempo, quantos componentes das forças armadas foram substituídos? Com o pedido de demissão de Ernesto Araújo, mais cinco ou seis foram ou serão demitidos. Eu gostaria de saber qual governo da União, estados e municípios conseguiu a proeza de manter os mesmos ministros nos quatro anos de governo. A "bola da vez", ou passando da vez, foi Araújo. Na corda bamba desde seu discurso de posse, muito criticado, somente agora caiu fora. E a causa registrada pela imprensa teria sido suas mensagens, via rede social, contra Kátia Abreu. O Congresso pediu sua exoneração e foi atendido. Seu discurso de posse em 2019, "nacionalista e marcado pelo ataque ao globalismo", foi muito criticado. Mas nada do que disse, de lá para cá, embora considerado ofensivo para a função que exercia, não teve força para tirá-lo do ministério. Mas o que ele afirmou contra a senadora Kátia teria sido a "gota d'água", que forçou o Congresso a reagir. Ora bolas, mas poucos se aperceberam, ou não querem se aperceber, que desde a eleição das mesas diretoras da Câmara e Senado, Bolsonaro firmou sua base de governo. Porém, como afirmei na época, tudo tem seu preço. Um deles foi a participação do Centrão no governo Bolsonaro. Além, é claro, de outras benesses que conquistaram neste curto espaço de tempo. Kátia Abreu foi o "pretexto usado" para demitirem o Araújo. Estava "negociado". Fazia parte da "volta à velha política". Está sendo cumprido, aos poucos, o que foi combinado. Repito frase antiga: "Ninguém governa se não tiver maioria no Legislativo". Concordam?

NÚMERO DE MORTES DIMINUIU POR CAUSA DA VACINAÇÃO

Toda a hora me deparo com declarações que entram de "ré" no ouvido. Agora foi a vez do prefeito Paes, do Rio de Janeiro. Ele afirmou, na noite de segunda-feira, 30 de março: "Que o número de mortes por covid-19 em idosos diminuiu por causa da vacinação no município. De acordo com ele, dados da Prefeitura do Rio de Janeiro apontam que o número de internações também diminuiu após a vacinação de pessoas mais velhas. "Estamos com o hospital de Acari completamente lotado, funcionando para pessoas com covid-19. Temos números bem interessantes, positivos é que os pacientes com Covid estão ficando menos tempo no hospital. Resultado melhor no atendimento". Isso sempre me faz pensar (às vezes o faço) que rapidez as vacinas aplicadas, surtiram seus efeitos. Alguns cientistas sempre informaram que o resultado da vacinação, em alguns casos, só seria sentido alguns dias após a aplicação da segunda dose. Não parou por aí: "Essa melhora nos resultados do atendimento aconteceu por causa do melhor entendimento médico da doença". Ofende diretamente os médicos que antes, pelo visto, não estavam atendendo devidamente os pacientes. Será que vai haver algum protesto da classe médica? Dos enfermeiros, ajudantes e toda a cadeia da saúde, que, pelo visto, salvo melhor juízo, foi desrespeitada pelo prefeito do Rio. Cabe outro ditado popular: "Quem fala demais, quase sempre, diz bobagem" ou não?


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